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A vida sem as guerras

 

Antes de tudo, gostaria de dizer que estou ainda em processo, na transformação lingüística que o governo nos apresentou. Por isso qualquer erro encontrado, seja considerada ainda a forma anterior de escrever.

Estamos vivendo em épocas de muitas guerras. Ultimamente as manchetes dos jornais tem nos relatado as barbaridades que estão acontecendo em Israel e toda a aquela região - lugar onde deveria ser exemplo de paz para humanidade, afinal, foi lá onde o Príncipe da Paz nasceu: Jesus Cristo.

Quantas mortes, quanta destruição, quanto ódio, quanto choro e sofrimento. A troca de que? Com certeza por causa do egoísmo, ganância e poder. Não entendem que não levarão nada para o caixão. Alguns ignorantes (no sentido radical da palavra) acreditam piamente que conseguirão a paz através das armas e lutas. Não é bem assim.

Mas existem outros tipos de guerras que acontecem ao nosso redor e podem ser muito piores e origem de todas as outras – que são guerras interiores – aquelas que dependem somente de nós para encerrá-las.

São verdadeiras batalhas que acontecem em nossos pensamentos e emoções. Nossa mente é uma máquina que não pára de bombardear-nos. Está sempre funcionando e trabalhando a todo vapor, causando em nós uma grande ansiedade. Parece que até dormindo estamos pensando, diz os estudiosos. Se não cuidarmos direito, viveremos sempre num grande conflito de pensamentos.

E nossa emoção então? Parece até uma bomba atômica prestes a estourar. Precisamos tratá-la com todo carinho, ao contrário, ativaremos ela automaticamente. Se quisermos viver em paz temos que saber administrar bem ela.

Como diz aquela famosa frase “se não estou bem comigo mesmo, como vou ficar bem com as pessoas?”. Talvez seja por isso que existem tanta violência e conflitos no mundo - não conseguimos resolver nem nossos problemas interiores, ainda mais os dos outros.

Mas como fazer então? Olha, acredito que não exista nenhuma cartilha que ensina o ‘abc’ da nossa existência, mas algumas ‘placas’ que indicam o caminho. Acredito que não desesperar num momento de pressão, quietar nas horas em que a coisa está ‘fervendo’, agir com tranquilidade e serenidade nas tribulações, silenciar o barulho que existe em nossa volta para refletir um pouco, procurar canalizar o pensamento em apenas uma coisa só, viver bem cada momento, ‘perder tempo’ com aqueles que você ama, deixar o ‘eu’ de lado e amar (querer o bem do outro) sejam algumas dessas pistas para enfrentar as batalhas do pensamento e da emoção.

Mas uma coisa eu digo a você, sem Deus, todas essas coisas citadas acima são impossíveis de aplicá-las com eficácia.

Agora, como encontrar e recorrer a esse Deus? Bem, ficará para um outro artigo. Uma coisa é certa, ele disse que: “a quem bater, será aberto; quem pedir, receberá; procurai e ele se deixará encontrar”.

Enfim, se queremos a paz no mundo, precisamos começar primeiro eliminando as batalhas interiores que temos e depois ajudar os outros a vencerem as suas. Fora isso, continuaremos a viver num caos total e rumo a nossa e a destruição completa da humanidade.

 

                        

 

Luciano Bianchini
Pedagogo, diagramador do jornal observador, 31 anos, casado.
lupiraju@hotmail.com
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