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Como você passou a Páscoa?

 

Estamos vivendo ainda nesses dias o período pascal.

A palavra Páscoa vem do hebraico Pessach, significando passagem. A festa foi instituída em lembrança da morte dos primogênitos do Egito e da libertação dos Israelitas. O seu nome deriva de uma palavra hebraica, que significa a passagem do anjo exterminador, sendo poupadas as habitações dos israelitas, cujas portas tinham sido aspergidas com o sangue do cordeiro pascal (Êxodo 12).

Chama-se a ‘páscoa do Senhor’, a ‘festa dos pães asmos’. A palavra páscoa é aplicada não somente à festa no seu todo, mas também ao cordeiro pascal e à refeição preparada para essa ocasião solene. Na sua instituição, a maneira de observar a páscoa era da seguinte forma: o mês da saída do Egito devia ser o primeiro mês do ano sagrado; e no décimo quarto dia desse mês, entre as tardes, isto é, entre a declinação do sol e o seu ocaso, deviam os israelitas matar o cordeiro pascal e abster-se de pão fermentado. No dia seguinte, o 15°, a contar desde as 6h do dia anterior, principiava a grande festa da páscoa, que durava 7 dias; mas somente o 1° e o 7° dias eram particularmente solenes. O cordeiro morto tinha que ser sem defeito, macho e do 1° ano. Naquela mesma noite devia ser comido o cordeiro, assado, com pão asmo e uma salada de ervas armagas, não devendo, além disso, serem quebrados os ossos.

A páscoa era uma das três festas em que todos os varões haviam de "aparecer diante do Senhor" (Êxodo 26). Era tão rigorosa a obrigação de guardar a páscoa, que todo aquele que  não a cumprisse seria condenado à morte.

Observando esse contexto histórico, entendemos muitas coisas a respeito da ‘páscoa cristã’.

Para os cristãos, a páscoa conserva suas características iniciais, mas modificadas no sentido de que no cristianismo se celebra a ressurreição de Jesus Cristo, sua vitória sobre a morte. Na páscoa cristã, Jesus Cristo é o cordeiro sem defeito e sem manchas que foi imolado (morto) para expiação dos pecados da humanidade.

A ressurreição de Cristo dá uma nova esperança à humanidade. Vem dizer a todos nós que o amor (Deus [1 João, 4]) é vencedor, ou seja, aconteça o que acontecer, o fim de tudo permanecerá o amor.

Com todas essas reflexões (talvez seja a primeira vez que você escuta falar nisso) a páscoa precisa causar uma grande transformação em nós.

Mas que tipo de transformação?

Uma transformação interior! Uma vida nova!

Não é de valia nenhuma participar de todas as celebrações apresentadas pela Igreja. Não adianta acharmos linda a cena do lava-pés (quinta-feira santa), chorarmos na encenação de Cristo na Fecapi (sexta-feira santa) ou ainda pularmos de alegria com os salmos cantados (sábado santo) se não mudarmos as atitudes que sabemos não ser boas.

Tem gente que fala “todo ano a Igreja nos apresenta a mesma ‘ladainha de sempre’”. Pois eu digo a você:

- Mesmo assim, você continua na mesma vida medíocre de sempre! Continua fazendo as mesmas ‘pataquadas’.

É necessário que aconteça em nós uma verdadeira páscoa: uma passagem da morte que existe em nós para a vida.

Vivemos em diversas situações de morte, como por exemplo, a mágoa, rancor, inveja, fofoca, sem falar nas barbaridades que vemos por aí.

Precisamos abrir espaço para que o amor vença em nossa vida ou será que vamos querer ficar ‘escravos no Egito’?

 

Luciano Bianchini
Pedagogo, diagramador do jornal observador, 31 anos, casado.
lupiraju@hotmail.com
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