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Marcas & Rastros
Você já
parou para pensar que toda ação tem uma reação e que
para toda decisão existe uma consequência, boa ou ruim?
Vou dar um pequeno exemplo: você quer colocar um quadro
na parede. Fura com um prego, mas depois não gosta
daquela parede e resolve mudar o quadro de lugar. Você
pode até tapar o buraco com massa e pintar, mas a parede
nunca mais ficará a mesma. Houve uma reação à ação
feita.
Outro
exemplo: você está indo para São Paulo e opta pela
Rodovia Castelo Branco, porque a estrada é melhor e
menos perigosa. Como consequência, terá que paga uma
quantia razoável de pedágios.
Não
adianta: para tudo o que fizermos, para todas as nossas
decisões, haverão consequências.
Outra
coisa que precisamos entender é que por onde quer que
passemos deixaremos rastros. Deixaremos marcas em
qualquer pessoa com a qual nos relacionamos.
Quantas
pessoas já passaram por nossa vida, deixando marcas
profundas que não esquecemos até hoje? Quantos não vivem
até hoje condicionados a acontecimentos registrados por
outras pessoas?
Se
olharmos para trás, quantos não deixaram rastros
importantes e fundamentais em nós?
Existem
também aqueles que deixaram marcas que gostaríamos até
de apagar. Marcas que dão arrepios, só de pensar.
Mas, e
você?
Quais
são as marcas que está deixando nas pessoas? Qual o
rastro está deixando na história? As pessoas, quando se
lembram de nós, sentem-se bem, felizes, saudosas ou será
que um gosto amargo se estabelece em sua boca? Mas o
pior mesmo é passarmos por alguém sem deixar nenhuma
marca, ou seja, completamente em branco, despercebido,
como se não tivesse acontecido nada.
Essa
vida é passageira. O tempo voa como uma águia.
Precisamos deixar rastros de bondade, amor e esperança
nas pessoas.
Que pena
tenho daqueles que pensam apenas em marcar as pessoas
negativamente. O fim desses será muito triste.
E,
desculpem a dramatização, mas esses apodrecerão em um
quarto, solitários.
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Luciano
Bianchini
Pedagogo, diagramador do jornal
observador, 32 anos, casado.
lupiraju@hotmail.com
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